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terça-feira, 21 de julho de 2009

Terapia do vinho

Você já deve ter ouvido falar de muitos spas na vida. Mas sabia que existe um em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, onde todas as terapias são regadas, literalmente, a vinho? Pois a jornalista Renata Rasseli, do Prazer & Cia, suplemento de gastronomia do jornal A GAZETA, publicado às sextas-feiras, foi convidada para degustar desse paraíso de Baco, localizado bem no coração do Vale dos Vinhedos.

Vista panorâmica do Spa do Vinho

Esplanada com parreiras

Spa à noite

Além de visitar o Hotel Spa do Vinho Caudalie, ela escreveu uma bela reportagem para o Viagem.AG, o suplemento de turismo, que sai às quartas-feiras no mesmo jornal. O sucesso foi tanto, que resolvi escrever um post, com as suas impressões", sobre o local, que fica no topo de uma bela colina, cercado por 18 hectares de vinhedos próprios e cuja arquitetura foi inspirada na Toscana, região da Itália.

Recentemente, o complexo de enoturismo foi incluído na categoria MGallery da Rede Accor. Apenas 22 hotéis do mundo possuem esse título - e o Spa do Vinho é o único da América Latina. Segundo Renata, o local oferece, em 12 mil metros quadrados, o que há de melhor em hospedagem, enogastronomia, saúde e lazer de montanha. Além de uma decoração primorosa, que resgata a história do final do século XIX, através de dezenas de antiguidades, obras de arte e de uma imponente biblioteca com 500 volumes sobre a bebida de Baco.

Suíte Imperial

Suíte Marquesa

Suíte Master

Suíte Príncipe

Já a decoração dos apartamentos e suítes foi inspirada nas antigas residências da região, sempre com um toque italiano (devido à imigração). E o spa segue as tendências da grife francesa Caudalie, que criou a vinoterapia, uso terapêutico dos produtos provenientes da videira, do vinho ou do processo de vinificação. São 30 tipos de terapias, entre massagens relaxantes, tonificantes, esfoliação, hidratação da pele do rosto e corpo, entre outras.

Ofurô à base de vinho. Relax total

Descanso no spa, à espera do próximo tratamento

Contemplando a vista do spa. Hora da meditação

Confira o depoimento de Renata:

"No Spa do Vinho, é possível degustar e harmonizar muitos prazeres. Estive lá na inauguração, no final de 2007, e voltei no início deste mês, quando pude comprovar que o lugar é perfeito para amantes do vinho e até para quem não gosta tanto da bebida, mas gosta de brindar a vida. Lá, é possível descansar e entrar em contato com a cultura do vinho em todos os ambientes. No lobby, os hóspedes são recebidos com espumante. Nos apartamentos, a decoração privilegia a temática da uva - ao chegar de uma viagem cansativa, encontrei um cacho roxinho sobre a minha cama. Que delícia! Na adega, eu me deparei com uma carta com 600 rótulos: 300 nacionais e 300 de várias partes do mundo. O café da manhã é servido à francesa. Assim, as frutas, pães, croissants, queijos e presuntos são servidos à mesa, e não no bufê, como na maioria dos hotéis. Um luxo! Os almoços e jantares no Restaurante Leopoldina são regados a pratos regionais e contemporâneos, do chef Fábio Lima, e sempre harmonizados com vinhos. Mas a experiência mais relaxante foi uma tarde no Spa Caudalie, que oferece 30 tipos de vinoterapias. A massagem é perfeita. Não deixe de fazer, também, a esfoliação, em que o corpo é envelopado com cremes de mel e uva. Finalize com um banho na piscina de hidromassagem e deite em alguma espreguiçadeira para saborear uvas da região. Após a maratona relaxante, saí de lá revigorada e com a certeza de que a vida realmente merece ser brindada! "

Hotel Spa do Vinho Caudalie
Preço - Diárias a partir de R$ 450
Onde fica - Rodovia 444, Km 21, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves
Tel - (54) 2102-7200

domingo, 5 de julho de 2009

A arte de comer bem e tomar vinho em Portugal

Navegando pela internet, encontrei um artigo muito interessante sobre a culinária e os vinhos portugueses, inclusive sobre a melhor harmonização de famosos pratos lusitanos com a bebida do deus Baco. E na última viagem que fiz, em maio, pude constatar melhor essa relação. Como já disse, anteriormente, não entendo nada do assunto, tanto de um, como do outro. Mas sou "boa de garfo" e adoro beber vinho. O texto contou com a colaboração do senhor Antônio Maia, do restaurante Santa Catarina, em Figueira da Foz.

O autor (que não assina o texto) faz uma análise geográfica dos pratos típicos e vinhos de algumas regiões lusitanas. "De fato, a qualidade de uma refeição está estreitamente ligada à qualidade do vinho que a acompanha".

Então vamos às considerações:

A Região do Minho oferece o delicioso vinho verde (que já tive a oportunidade de experimentar várias vezes em viagem a Portugal). O tinto é bom para acompanhar o Serrabulho, feito com carne de porco frescas e sangue de porco cozido com batatas. Já o branco, pelo grau alcóolico mais baixo, servindo quase de "refresco", serve para um aperitivo de final de tarde de verão, com mariscos ou até com leves entradas de barbecue.

Em Trás-os-Montes, a dica são os vinhos frutados, que vão bem com um saboroso Coelho à Transmontana ou umas Trutas do Rio Cávado. Já o famoso Cozido à Portuguesa (como comi isso na minha infância! Ainda como!) cai bem com um tinto Transmontano. Os brancos da região são ideais para gratinados.

Vale a pena fazer um passeio de barco pelo Rio Douro, principalmente em setembro, durante a vindima. A paisagem é, simplesmente, belíssima

Já o Cabrito Assado no Forno, especialidade da Região do Douro, cai bem com um tinto produzido em seu entorno. Já o rosé é excelente acompanhante para petiscos antes da refeição ou pratos ligeiros de primavera e verão, como massas ou saladas frias. Bem, o vinho do Porto, geralmente doce (existem também alguns secos), são bons para aperitivos ou para acompanhar sobremesas. Algumas vezes são utilizados na confecção de pratos, normalmente para refrescar os molhos. No inverno, ele vai bem, de preferência aos pés de uma lareira, para degustar queijos e frutos secos do Nordeste português.

A Região do Dão oferece a Chanfana, que vai bem com um tinto velho, aveludado, com um bom "bouquet". Já o famoso Arroz de Cabidela de Cabrito casa harmoniosamente com um vinho tinto novo, pelo seu sabor fresco e floral.

Mais ao norte, na Serra da Estrela, um lugar muito agradável, a dica é comprar um delicioso queijo (como um que leva o mesmo nome da cidade) e degustar com um tinto da Região do Dão.

Bem, sabe aquele leitãozinho gostoso, acompanhado de batatas fritas, muito comum na Região de Bairrada, combina bem com um espumante. Mais ao sul, a Região Ribatejana, as Terras do Sado de Palmela, oferece a casta castelão ou periquita (o último é bastante famoso no Brasil) que são ótimos para acompanhar o queijo de Azeitão.

Em Setúbal, destaque para os vinhos doces, como o Moscatel, adequados para servir com sobremesas ou beber como digestivo entre duas refeições. Nas planícies alentejanas os vinhos são mais gordos, ricos e aveludados para acompanhar a tradicional caça.

No Algarve, litoral de Portugal, os vinhos brancos, principalmente da Zona de Lagoa, vão bem com mariscos frescos e camarões cozidos. Como aperitivo, o melhor é um Madeira Seco, que estimula o apetite para a refeição.

"Todos esses vinhos e gastronomia representam a forma de ser e estar dos portugueses e dos valores a eles ligados, alegria de viver, sol, luz, prazer, bem-estar, cultura, história, geografia, caráter, integridade..."

Saiba mais

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Comprando vinhos em Braga

Falando em vinhos... Em Portugal, claro, além de tomar muitos vinhos, pelo menos uma taça a cada refeição, não pude deixar de ir ao supermercado em Braga, afinal estava na Região do Minho, banhada pelo Rio Douro. Olha, fica até difícil escolher. Mas uma coisa é certa, os preços compensam - os mesmos no Brasil são bem mais caros.

Aproveitei para trazer uma caixa com seis. Não sei se minha escolha foi boa (vou perguntar ao colunista André Andrès da Revista.AG, de A GAZETA), Mas acho que não é das piores, pois um deles já foi destaque na coluna recentemente. Pois bem, só para dar água na boca e deixá-lo com mais vontade ainda de visitar a região, aí vai a lista de vinhos que comprei, com seus respectivos preços (faça a comparação com os valores dos mesmos no Brasil). E se for até Portugal, a bebida do deus Baco deve vir na bagagem.

Casal Garcia (vinho verde) - 2,99 euros

Grão Vasco, 2006 (Jean-Tinta-Rouriz-Touriga-Nacional) - 2,99 euros

Muralhas de Monção (vinho verde) - 3,61 euros

Porca de Murca , 2006 (tinto) - 2,39 euros

Grão Vasco (Alicante-Bouscher-Aragonês-Trincadeira) - Aletejano - 3,15 euros

Vercoope (vinho verde) - de cooperativa - 1,39 euro

O colunista André Andrès escreve uma coluna semanal sobre vinhos na Revista.AG, publicada aos domingos no jornal A GAZETA. Quem quiser também pode conferir o blog.

O site do jornal A GAZETA é http://www.gazetaonline.com.br/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Um brinde nas alturas

Impossível visitar Portugal e não entrar no mundo dos vinhos. Esse contato já começa no voo da TAP, onde no jantar ou no almoço (dependendo do horário do voo) você pode tomar uma tacinha (agora, por lei, existe um limite máximo por passageiro). A carta de vinhos da companhia aérea portuguesa foi selecionada a partir de cerca de 180 marcas de todas as regiões vitícolas portuguesas, sob à responsabilidade de grandes especialistas, como o enólogo Paulo Laureano e os críticos David Lopes Ramos, Maria João de Almeida, Duarte Calvão, Manuel Gonçalves da Silva, Aníbal Coutinho e João Paulo Martins.

Eu não entendo nada de vinho (mas, confesso, estou começando a estudar o assunto, que acho bastante interessante). No voo, optei por uma taça de Egoísta (um tinto alentejano): Bem, minha seleção foi pelo nome, achei esse bem inusitado. Gostei. Senti um aroma ligeiramente frutado. Depois, fiquei sabendo que minha escolha foi boa - pois esse é um vinho indicado para jovens apreciadores.




Entre as sugestões estão:

Lavradores de Feitoria (Douro, 2006) - Aroma de amoras e ameixas maduras. Equilibrado e cheio, bom para acompanhar carnes leves.



Loios (Alentejano, 2008) - Aroma intenso de frutos vermelhos. Harmoniza bem com pratos de carne.



Quinta de Cabriz (Reserva, Dão, 2005) - Aroma silvestre com leves nuances vegetais.




Grão Vasco (Dão 2006) - Tem aroma de frutos vermelhos.



Aliança (Bairrada, 2007) - Aroma intenso e frutado, com um gostinho de morango e amora. É um bom aperitivo, serve para acompanhar saladas, massas, peixes ou carnes brancas.


Herdade do Pinheiro (Alentejano, 2007) - É fresco, aroma muito frutado.




Quinta dos Grilos (Dão, 2007) - É o vinho ideal para servir como aperitivo ou acompanhar pratos à base de peixes.

Visconde de Borba (Alentejano, 2008) - Arome de flores e frutos, Bom para acompanhar mariscos e carnes brancas.



Marquês de Marialva (Bairrada, 2007/08) - Aroma frutado, com flores.

Luís Pato Maria Gomes (Bairrada, 2008) - Espumante leve e fresco que acompanha bem pratos de pei xes.



Churchill´s (Porto Branco Seco, 10 anos) - Encorpado. Ótimo para acompanhar frutos secos e queijos.



Quinta das Tecedeiras (Porto Doce Vintage Tinto 2005) - Encorpado, excelente para acompanhar chocolates e sobremesas fortes.



Boa viagem!






quarta-feira, 13 de maio de 2009

Parece caro, mas não é...

Realmente, é impossível ir até a Região do Minho e não tomar vinho. E mais impossível ainda é sair de lá sem trazer na bagagem alguns deles. Não entendo nada sobre o assunto. O que sei é que pelo preço de um no Brasil, comprei seis no supermercado de Braga. E de quebra, claro, trouxe um azeite extra-virgem na promoção (com 0,4% de acidez). Como vou colocar isso na bagagem, só Deus... Mas por enquanto não vale a pena pensar no assunto, até porque ainda falta viajar para alguns lugares, antes de voltar para o Brasil. E, claro, comprar mais bugigangas.


Então, como disse anteriormente, viajar por Portugal é relativamente barato - apesar da desvalorização de nossa moeda, o real, diante do euro. Só para ter uma ideia, o roteiro de Lisboa a Braga, de cinco dias, passando por Coimbra, Guimarães e Porto, saiu por cerca de 150 euros, aproximadamente R$ 450,00 (pagando hotel em Coimbra, todas as passagens de trem e ônibus, os deslocamentos internos, as refeições e as compras de vinhos, azeites e queijos, como o da Serra da Estrela (fresco, direto do Mercado Municipal D. Pedro V) - a iguaria é muito famosa no país e tem um sabor divino (custa 8 euros).


Fazendo uma comparação com o Brasil - uma viagem simples, de Vitória ao Rio de Janeiro, sairia bem mais cara e, com certeza, não haveria a possibilidade de fazer tantos deslocamentos -mesmo com veículo próprio. E, também, dificilmente seria possível comprar tantos vinhos... (O mais caro custou 3,61 euros). Por isso, sempre digo, viajar para o exterior não é um sonho, depende apenas de planejamento.